sábado, 21 de novembro de 2009

Femme fatale






























“Quando a menina vira mulher, os homens viram meninos
Anúncio de lingerie

A beleza que repousa
dentro de um casulo ainda
Um esboço de mulher
Sob contornos de menina

Já faz de si uma boneca!
Vestida num justo corpete
de silhueta empinada
desfila toda coquete

No breve rubor da face
sobre a pele acetinada
ela oculta a esperteza
e a malícia articulada

Se pudesse desnudar
anáguas de um pensamento
que não deslizam ao chão
nem esvoaçam no vento

Todo homem saberia
que aquela doce menina
é a mesma femme fatale
que o atormentará um dia.

Lidiane Santana

Um comentário:

  1. Lidiane, este teu poema tem um quê das doces coristas de Cabaret (escrevo ainda no forma antiga, mais elegante) com suas saias rodadas chocando a moralidade machista. Neste poema a feminilidade explode em um apelo aos homens desavisados, aos "machos" iludidos por belas pernas e rostos coquetes, tem um toque do erotismo de Anaïs Nin e do feminino de Simone de Beauvoir, mas sem comparações são poemas com toque ardente das laminas afiadas de Lidiane..

    Fogo N'alma poeta, queime por dentro e incendei por fora....


    Beijos No Ser

    André Camargo

    ResponderExcluir