sábado, 21 de novembro de 2009

Femme fatale






























“Quando a menina vira mulher, os homens viram meninos
Anúncio de lingerie

A beleza que repousa
dentro de um casulo ainda
Um esboço de mulher
Sob contornos de menina

Já faz de si uma boneca!
Vestida num justo corpete
de silhueta empinada
desfila toda coquete

No breve rubor da face
sobre a pele acetinada
ela oculta a esperteza
e a malícia articulada

Se pudesse desnudar
anáguas de um pensamento
que não deslizam ao chão
nem esvoaçam no vento

Todo homem saberia
que aquela doce menina
é a mesma femme fatale
que o atormentará um dia.

Lidiane Santana

Julgamento


Não se culpa o amante
Não se culpa o objeto amado
Tampouco, se culpa o mal-amado
No Amor não há culpados...
...há vítimas.

Lidiane Santana

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Poema publicado na antologia poética “Novos Velhos Rumos da Poesia”que contém poemas de alguns membros do grupo literário Taba de Corumbê do qual faço parte.

No dia 29/06/09 o
Jornal do Grande ABC publicou uma matéria sobre as publicações literárias em Mauá. E este poema foi citado.



Quê



Gosto de você porque gosto;
Gosto de você não sei por que - e isso me causa espanto!-
é que você tem um quê
de não sei que
que me atrai e que me agrada tanto.


Lidiane Santana

Domingo

















São pássaros de papel
no azul dessa tarde nua
soltando pipas ao léu
moleques da minha rua

Lidiane Santana

Ervas daninhas

Só removemos as ervas daninhas
quando o jardim está perdido.
E no canteiro sem flores fica a terra vazia.
É a nossa preguiça moral de cada dia...


Lidiane Santana