domingo, 28 de fevereiro de 2010

Roseira brava


Não me cultive em jardins
à mercê do teu paisagismo
para colher depois com fastio
que não sou flor de arranjo.

Nem quero a proteção da estufa
se não posso ser quem sou.

Padeço o vento, a chuva, o calor
mas mantenho minha postura

Roseira brava nascida do solo rude,
solta entre o mato corrido
não despetala a qualquer rumor

Tampouco, enfeita seu centro de mesa.

Lidiane Santana